“Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar” (Nietzsche)

por Karen Padilha

Há alguns dias atrás uma pessoa me falou as seguintes palavras:

”Eu quero que você feche seus olhos por um momento e imagine este cenário hipotético: você é uma promotora de esporte de primeira classe que procura talentosos e desconhecidos jovens. Você viaja de escola à escola, indo às aulas onde estão os estudantes, procurando alguém com um conjunto de aptidões perfeitas. Agora você entra em uma sala de aula. Todos os alunos se levantam.

A maioria dos estudantes têm a mesma aparência, para não dizer que são todos comuns. E agora de repente, você vê esta criança que se parece com um atleta de primeira classe! Mesmo que esta criança nunca se exercitou ou treinou sob a supervisão de um técnico antes, apenas um olhar, e você pode dizer que ela tem tudo o que precisa para ter sucesso num esporte competitivo. Você inicia uma conversa com ela e sim, isto prova o que você pensou: ela nunca treinou na vida dela antes. Mas você pode dizer, esta criança pode se tornar um sucesso! Supertatleta!

E sabe de uma coisa, KarenPara mim, você é esta criança!Você é alguém com uma tremenda predisposição de um atleta de primeira classe! Você só precisa do técnico certo, desta forma você pode aproveitar inteiramente o que lhe foi dado nesta vida: uma alma antiga e nobre com uma teimosia e uma personalidade batalhadora!”.

Isso me fez refletir muito sobre como eu me deixo inconscientemente ou conscientemente sentir inferior à outras pessoas. 

Acredito que isso não acontece somente comigo, nós deixamos nos subestimarmos demais, mas isso é uma idéia que criamos em nossa mente e deixamos tomar conta em tudo o que fazemos. 

Todos temos uma predisposição de um atleta de primeira classe, o que nos falta é acreditarmos nisso , e o melhor técnico que podemos ter para nos ensinarmos a acreditarmos mais em nós mesmos e em nossos talentos, somos simplesmente NÓS MESMOS.

Nós somos os técnicos da nossa vida, da nossa jornada, do nosso jogo. Ninguém além de nós pode saber quais as decisões mais coerentes que devemos tomar. 

A única e mais importante ação que devemos tomar é acreditarmos nisso, é tomarmos o controle de nossas vidas, é pilotarmos nosso avião. 

Eu acredito muito que todos nós, 7,6 bilhões de pessoas vivendo neste mundo, cada um de nós temos o poder de fazer tudo o que quisermos, desde que tenhamos consciência de que esse poder está dentro de nós e é preciso acreditar e agir. 

Vivemos atualmente em uma realidade caótica, mas mesmo assim não devemos perder a fé, a fé em nós mesmos, nos demais que aqui habitam, e a fé que no final tudo vai acabar bem. 

Uma coisa essencial é fazermos a nossa parte para contribuirmos para um mundo melhor e mais consciente. 

Nunca devemos nos subestimarmos, pois somos seres únicos, cada qual com seus talentos e virtudes. 

” E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.
A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” –

Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: “Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa:

“Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” 

Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?.” – Nietzsche 

Karen Padilha natural de Cotia-sp , formada em Introdução a Filosofia ( University of Edinburg – Londres), Introdução a Psicologia ( University of Toronto), Origens da vida no contexto cósmico (USP) e Inglês ( Mayfair School of English- Londres).Áreas como filosofia, psicologia e astronomia são fontes de inspiração para seus projetos.  Acabou de de escrever seu primeiro livro que, em breve, estará disponível nas livrarias: ‘’ O que fizeram de mim? Reflexões sobre traumas e transformações” .

Imagem: Pexels

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