Quando você decide se amar…

por Maxsandra Regina Morais

 

Seja sua, apenas sua, não terceirize seus sonhos e muito menos a sua felicidade.

Um belo dia eu acordei e disse: Chega, acabou. O olhar dele assustado mostrava o quão desconcertado ficou quando fora atingindo por tais palavras. Sim, ele sabia que me controlava com palavras, com atitudes, ele sabia que me tinha nas mãos.

Mas eu cansei das desilusões, das mensagens de várias linhas respondidas em um ‘ok’, das minhas insistências, sim, eu estava no meu limite de humilhações.

Aquele dia foi o dia das intensidades, mas também da mais pura libertação. Naquele dia eu sentir o gosto do amor-próprio que há tanto tempo estava esquecido.

Quando eu acordei no primeiro dia em que estava solteira, decidir cortar o cabelo, comprar três livros de romance e estocar o café, aquele fim de semana seria da maratona dos romances e de conectar-me comigo mesma.

Depois de aquele dia decidir me amar, cuidar apenas e unicamente de mim. Compreendi o poder do empoderamento, dali em diante só iria vale a minha essência, o meu ser, os meus gostos, daquele dia em diante prometi ser a minha melhor companhia. As gargalhadas altas e sinceras voltaram com muita intensidade, na primeira semana tinha voltado a cantar no banheiro e, depois de um mês fui ao cinema de com o short mais curto que eu tinha.

Não posso dizer que não teve violência psicológica, ahh, teve. Elas deixaram marcas profundas, mas aos poucos tenho buscado sair das suas armadilhas que ainda estão muito presentes.

Sim, eu descobrir o quão linda sou, o quanto meus cabelos são lindos do jeitinho que são, o quanto as minhas celulites são perfeitas e, o quanto meus pneuzinhos ao lado são únicos. Depois desse dia tive saudades, ainda tenho, mas sabe quando o sapato começa a fazer calo, a machucar demais? Então, era assim que eu me sentia e de verdade depois de tirar esses sapatos que me machucaram tanto não pude mais calçá-los.

Ah, se eu soubesse que seria tão bom assistir Netflix sozinha, ir na sexta tomar um shopp com as amigas sem se preocupar em que horas chegar, em ter que dá explicação, lê aquele livro que só você gosta, assiste aquele seu programa favorito, comer nutella sem nenhuma culpa. Ah, menina mulher, como você se desvalorizou nessa relação, sufocou você, seus sonhos, sua essência.

Nunca deixe alguém ditar as regras da sua vida, sua vida é tão única, tão especial. Ohh mulher, valorize-se, volte a amar a sua própria companhia, seu próprio ser com todos os seus defeitos, mas também com todas as suas qualidades. Sim, você é maravilhosa, seu corpo é único, seu sorriso é o mais belo de todos, você é uma peça rara nesse universo, você precisa se amar é urgente que isso aconteça. Não é ruim ir ao cinema sozinha, ruim

é assistir um filme que não combina com você, que você não queria assistir, mas o seu parceiro queria, ahh, deusa maravilhosa, olhe para você, você é uma preciosidade, pare de se colocar em último lugar, você é muito mais do que isso.

Primeiramente que isso nem era amor, isso era egoísmo da parte dele. E sabe por que ele te humilhava tanto? Porque ele sabia que você era um mulherão da porra, porque ele era tão insignificante que para se sentir minimamente confiante tinha que te deixar um lixo.

Se você não tivesse sido levada pela carência, você nunca teria aceitado as migalhas oferecidas por ele. Mas mulher, a vida é muito além de um relacionamento, a vida é sonhos, conquistas, viagens, amigos, é família, mais principalmente, a vida é para você se amar cada dia mais e viver apenas e unicamente do jeito que você quiser. E sobre a fossa, ela é cinza, mas ela passa, e quando passar você estará mais plena do que nunca.

Seja sua, apenas sua, não terceirize seus sonhos e muito menos a sua felicidade.

 

Imagem: Pexels

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